sábado, 27 de novembro de 2010

Prima-avó, uma ova!

O meu primo R. vai ser pai! Consequentemente, a sua mulher, a D., vai ser mãe. Pois.
Ele é "só" 19 anos mais novo que eu e, se calhar, já está na altura. Estou contente, mas não achei muita graça quando a sua mãe, minha tia, que é tia-avó das minhas filhas, me apelidou de "prima-avó" do rebento que vai nascer.
Até parece que isso existe, "prima-avó"!

Apólogo

Tenho um saco-cama com mais de 20 anos. O padrão do tecido é bastante kitch, assim uma paisagem com camelos, a caminhar para um oásis, mas continua em bom estado e com o fecho-eclair a correr na perfeição! Se este saco-cama falasse, tanto que ele contaria... Foi com ele que me tapei no campismo, que me enrosquei ao longo dos anos, nas noites frias de Inverno e até o emprestei uma vez a um moçoilo por quem estava apaixonada e impedi a minha mãe de lavá-lo durante o máximo de tempo possível! Achava eu que o teria mais próximo de mim, se me tapasse com o saco-cama, que já estava a ficar um pouco seboso!
OK, essa fase já passou, tá? O saco-cama, agora, continua a desempenhar o seu papel, mas sempre lavadinho.

sábado, 20 de novembro de 2010

Não

E ele pensou assim:
"E se ela agora ligasse? Ouvir de novo a sua voz..."
Mas, depois, a realidade esmagou aquele pensamento. E porque haveria ela de ligar? Ela tinha a sua vida e não o queria lá.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Frescura

Com a época "mais fresca" inaugurada, foi altura de ir buscar os cestos para a lenha, pôr lençóis de flanela na caminha, acender a salamandra (a lareira ainda não, que é insuportável de limpar...), ligar o acumulador (objecto mágico que eu não imaginava que existia, até uma amiga me oferecer um. Grande, grande amiga!) e, debaixo do edredon, passá-lo meticulosamente para um lado e para o outro, conforme o grau de arrefecimento corporal.
A grande gaita é o transporte da lenha para o primeiro andar...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

"Animacion!"

O que eu me diverti hoje, no Clube do Teatro da minha escola! Jogos de concentração animadíssimos que permitiram interacções entre todos, tornam as sessões muito dinâmicas. Quem sabe se não se descobrem ali grandes talentos?

domingo, 14 de novembro de 2010

Silampos

Há alturas em que me parece que, em vez de filhas, pari panelas de pressão. Uma porque tem muito que fazer, outra porque não quer fazer nada! E vá de sopros! Como se diz no norte, "bufam" que nem umas desalmadas!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Inclusiva?!

A escola inclusiva pode ter pressupostos muito bonitos, mas o facto é que a sua exequibilidade deixa muito a desejar, com os meios que são colocados à nossa disposição. Não saber como lidar com uma criança, cuja doença é rara ao ponto de atingir apenas 100 pessoas no mundo, transmite uma sensação de impotência e revolta, só compreendida pelos que lidam de perto com a situação. Ver alunos cujo desenvolvimento cognitivo não acompanha o ritmo dos colegas nem de perto nem de longe e não lhes poder dar a atenção, que tem de ser repartida, pelo menos, por outros 20, é insuportavelmente frustrante. Nada poder fazer àquelas crianças e jovens que, em momentos de maior tensão, mordem, pontapeiam e agridem quem junto deles passa, independentemente da idade, revolta e faz-nos questionar se vale a pena pôr em perigo toda uma comunidade escolar com o objecto de fingir incluir um aluno no sistema.

domingo, 7 de novembro de 2010

É tão simples!

Falar com os amigos, pessoalmente ou pelo telefone, ainda que por períodos de tempo inferiores aos necessários para matar as saudades, é apaziguador.
Amigos caros levam-se a locais agradáveis para almoçar, onde se partilha um copo e, entre uma deliciosa garfada e uma cumplicidade, sentimo-nos bem juntos e gratos pela amizade nos permitir esse bem-estar. Não sendo possível comungar um repasto, é pelo telefone que se relembra o som da sua voz, as pausas, os risos verdadeiros, que só existem entre pessoas que se estimam.
E ainda bem!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Citação

"Mas de repente voltas
numa dor de esperança sem razão de ser
da sua indiferença
agressivamente as coisas saem" - Alexandre O'Neill

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Já cá não estão

Vendo as multidões a florirem os cemitérios, segundo a tradição católica, para homenagear os seus mortos, embora não sendo católica, bateu uma saudade dos meus.