Sou filha/mãe a tempo inteiro, plenamente professora... Neste momento da minha vida, adotei o lema facultado por uma amiga: as coisas só têm importância se eu eu lha der!
E já tenho horário, recheado de alunos novos e "velhos" para este ano letivo. Serão novos desafios, situações previstas e inusitadas, arrelias, muito trabalho e alegrias.
Há 25 anos atrás, ardia o Chiado e o meu corpo incendiava-se na gestação da minha primeira filha, deixando-me enjoada grande parte do dia.
Estava em Odemira, de férias, e agastou-me esta catástrofe tão intensa e que resultou na destruição de uma das zonas mais bonitas de Lisboa. Mas a ação do fogo também pode ser reparadora e, neste instante, o Chiado reinventado rejubila de vida e animação.
Neste momento da minha vida, questiono os deuses sobre o que de errado eu fiz, nesta ou noutra vida.
Há tarefas muito difíceis e temos de desempenhá-las a toda a hora, mesmo sem vontade, tampouco de forma hesitante. Podíamos, eventualmente, aprender com os exemplos dos que nos são próximos, mas, quando eles não nos satisfazem, agir com o coração é o mais imediato. E, depois, o coração dói porque a atitude não foi compreendida e verificamos que as pessoas que mais amamos não correspondem...
Como as minhas agendas começam em setembro, agasta-me quando termino uma e ainda não tenho a nova. Assim, hoje, numa superfície comercial, comprei a "Agenda do Professor", publicação nova de uma editora, certamente para senhoras agastadas como eu.
E, em vez de ficar contente porque já não me vou agastar por não ter onde registar os compromissos, agastei-me porque já paira sobre mim a nuvem do próximo ano letivo...
Quando atacamos a caminhada diária, já pelo ocaso, a cria + nova e eu, deparamo-nos há 2 noites com uma lua que, assim mal comparada, faz lembrar... uma unha!