(...)
Mas conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.
Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde;
Vem não sei como; e dói não sei porquê.
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
quarta-feira, 17 de julho de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Olha, logo se vê!
E hoje são publicados os resultados dos exames dos meus meninos. Estou para ver! Foi o exame mais difícil desde 2005!
Não mereciam...
terça-feira, 9 de julho de 2013
Direi
Fui à minha faculdade, em formação, e calcorreei locais onde entrei pela primeira vez há 30 anos...
Há tanto para dizer...
domingo, 30 de junho de 2013
Certamente! - take 2
Filha mais velha:
- Ai aquela cadela é tão parva! É mesmo palonça! Nunca vai ser ninguém na vida!
sábado, 29 de junho de 2013
Certamente!
- Estou cansada de ouvir a minha avó a ralhar com tudo e com todos! - dizia a filha mais velha - Ralha com as galinhas, com os cães, chama nomes às gatas... Se elas percebessem, nunca mais lhe falavam!
terça-feira, 25 de junho de 2013
Incongruências
A minha avó paterna suicidou-se. Já lá vai muito tempo, mas, por mais anos que passem, não deixa de me impressionar o facto de ela ter feito um esforço sobre-humano para se deitar ao rio. Estava quase cega, quase não se levantava da cama e, no entanto, arrastou-se no frio daquele crepúsculo de inverno até à margem do rio, cama onde se deitou para sempre.
Foi profundamente infeliz, esta minha avó. O seu marido, e meu avô, encarou aquela união como... Não consigo definir a sua relação. Ele não lhe falava, nunca o vi ter para com ela um gesto de carinho, não lhe dava dinheiro (éramos nós, netos e filhos, que o convencíamos a pagar-lhe uns óculos novos, uma consulta de especialidade, por exemplo) e, todavia, ela tinha o cuidado de colocar sempre, no seu lugar da mesa, o garfo de que ele gostava e aquele homem era o seu tema de conversa favorito.
Nunca entendi esta relação.
Assim como nunca entendi o facto de ele ter ensandecido depois da sua morte, esperando pela sua chegada, falando dela com uma necessidade urgente que nunca teve enquanto ela viveu.
domingo, 23 de junho de 2013
Mas quem será... o pai da criança
É o que soa no meu quarto, na minha cama, na minha almofada!
Ah, o arraial do principado!
Ah, o arraial do principado!
quarta-feira, 19 de junho de 2013
E venham troikas!
Fui buscar provas de exame para corrigir. Eu e outra colega.
No total foram 100 quilómetros que implicaram a deslocação de 2 docentes. Ambas trouxemos provas do mesmo nível de proficiência de Português Língua Não Materna. Ela trouxe 5 e eu... 2.
Como pode este país andar para a frente?
terça-feira, 18 de junho de 2013
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