sábado, 9 de agosto de 2014

domingo, 3 de agosto de 2014

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Aniversário(s)

Conheço 3 pessoas, de idades diferentes, que fazem anos hoje.
Também hoje se evocou a morte da mãe de alguém que conheço.

"Começa-se a travar a incerta guerra"

Há momentos em que me apetecia ter fé. Acreditar em milagres, nunca perder a esperança, achar que há "alguém" que vela por nós, por mim.
O absurdo da faixa de Gaza, por exemplo, poderia ser resolvido por qualquer um dos deuses em confronto. Tanto se me dava que fosse através de Maomé ou de Moisés; afinal, ambos tem a mesma profissão. Certo, certo seria o sorriso das crianças de ambos os lados, a felicidade das mães encheria as ruas de brilho e, em vez de lágrimas e sofrimento, a sanidade da rotina evitaria as notícias. 
Já dizia o nosso poeta épico que o motivo de todas as guerras é a cobiça e a sua consequência é a morte. Em Gaza é também assim.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Quero muito

um baloiço destes para o meu jardim!

terça-feira, 29 de julho de 2014

Recomendo


Conjugação verbal

Eu degusto
Nós degustamos
E daí, talvez seja só eu a degustar as minhas próprias e gostosas férias!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Citação

"Os infelizes são ingratos; isso faz parte da infelicidade deles." - Victor Hugo

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Desencontros

Quadrilha

"João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o
convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto
Fernandes
que não tinha entrado na história."

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 22 de julho de 2014

Já para não falar disto...


Gulodices da Beira Alta

Pastéis de Vouzela, Rotundinhas de Viseu, Pastéis de Feijão, Pastéis do Patronato, Viriatos...
E assim se arredondam as ancas de uma mulher!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

E eu conheci umas

O meu amigo Vítor Encarnação continua a deslumbrar os seus leitores, os seus amigos...



A vã excitação da poesia

Podiam vir as moças todas que ele tinha palavras para elas. E elas vinham assombrosas, etéreas, sonhadas, desejadas. Vinham com o cheiro dos outros, as línguas dos outros, as mãos dos outros, os braços dos outros. E elas vinham com mel nos ouvidos, marcas no pescoço, marmelada na boca, anéis oferecidos nos dedos. E vinham dos colos, vinham dos abraços, vinham de trás da escola. 
E quando elas chegavam, ele dava-lhes palavras, e elas gostavam muito das suas palavras, elas gostavam tanto que ele lhes desse palavras.
E ele, tonto, sabia tantas e tinha tantas para dar.
Era um bobo dizendo frases. Um malabarista de adjetivos. A letra de um fado. Uma cruz aos ombros. Um falsificador de amores de perdição. Era um canário cantando para os donos da gaiola. E as moças adoravam ouvir falar aquele pássaro preso, faziam-lhe festas no bico, afagavam-lhe as penas, mudavam- -lhe a água e depois, saciadas de palavras e da excitação da poesia, voltavam para as línguas dos outros atrás da escola.
E ele escolhia uma moça. Escolhia sempre a mais bela. Sem colo de carne ou mãos onde a pusesse, ela era feita de papel e todas as noites ele apenas lhe tocava com uma caneta de tinta de luto permanente.