domingo, 24 de agosto de 2014

Não fez doer nenhum!

E cá estou eu nos 50!
Ontem, dia do meu quinquagésimo aniversário, senti-me muito comovida e grata por tudo o que a vida me dá. Tenho ainda comigo os meus pais, com saúde (algo de que muito poucos amigos meus podem gabar-se); as minhas filhas são saudáveis e amam-me; os meus amigos estimam-me; sinto-me completa e realizada na minha vida profissional, que é estável e desafiante, enfim, sou uma senhora de meia idade feliz e com saúde!
Venham mais 50, por favor! 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Desafios

O banhoco de água gelada de hoje foi consequência de um desafio da C.
Fiz o respetivo donativo para a APELA e tentei a participação de mais 3 moços para a coisa.
Aquando do despejo do balde por mim abaixo, ouviam-se os gritos do meu pai:
- Tapa os ouvidos!
Ao abrir a porta de casa, começa a minha mãe:
- Vai já tomar um banho quente!
E pensar que faço 50 anos depois de amanhã...

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Filha amiguinha

- Olha, comprei aqui uma coisa mesmo boa para tu me ofereceres! - dizia-me a cria mais nova, no último telefonema de Andorra, onde está a passar férias.
- Desculpa?! Mas quem faz anos sou eu...
- Sim, mas isto é só uma lembrança. Na freeshop do aeroporto, o meu perfume preferido era 38 euros, lembras-te? Aqui, custou 26! Não foi uma boa compra? Não sou tua amiga?

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

50

Estou quase, quase a fazer 50 anos. Ao pensar nisso, apercebo-me de alguns factos:
- há uns tempos atrás, este número parecia-me muito distante;
- cheguei cá num ápice;
- sinto-me muito bem com esta idade, com o meu aspeto, com o meu intelecto;
- acho que valeu a pena chegar até aqui;
- o meu esqueleto é que me lixa; 
- sinto-me realizada em muitas das vertentes da minha vida.
Balanço: positivo.

domingo, 17 de agosto de 2014

O Clube dos Poetas Mortos

Revi a cena final do "Clube dos Poetas Mortos" e, mais uma vez, voltei a chorar. 
Robin Williams personificou o professor que muitos de nós almejam ser.  

Se me apetecer...

Férias é isto: faço, ou não; vou, ou não; acordo, ou não. Quem disse que temos de ir à praia? (Este verão, por sinal, ainda só fui uma vez à praia e, por sinal, com os miúdos que ganharam o concurso de "Melhor Leitor") Por que temos de fazer muitas coisas, comer muitas coisas, beber muitas coisas?
Estar tranquila, sem horários, sem condicionantes, em suma, agir se me apetecer é o âmago das férias.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A mais

Tenho tanto, imenso, mais que muito para lamentar sobre o Meo... Por ser a mais, impede-me a escrita. Vou ter de digerir antes de contar.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O emplastro


Privilégios


E moi aussi

Numa das inúmeras lojas de comida, em Londres, eu e "mis" companheiras já estávamos na "selfiecaixa", a pagar. Parece que algo não correu bem e eu e a cria fomos chamadas para outra caixa com uma funcionária. Quando vou puxar da carteira para pagar, revolvo toda a mochila e não a encontro. Tiro tudo lá de dentro, grito pela filha, aproxima-se a amiga e, em pânico, sibilo:
-Não sei da minha carteira...
-Calma, mãe! Vamos procurar outra vez.
Já de boca ao lado, enfio a cabeça na mochila para mais uma investigação inglória e sinto uma estranheza na axila.
Era a carteira que, certamente por vontade própria, estava aconchegadinha debaixo do meu braço...

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

sábado, 9 de agosto de 2014

Pode

Apetecia-nos um café e, como estávamos no aeroporto de Gatwick para a viagem de volta a casa, com as respetivas malas, eu fiquei sentadita numa das poucas mesa com alguns lugares vagos, enquanto a cria mais nova e a F. foram buscar as bebidas.
Na mesa, estavam também sentados um jovem com uns daqueles auscultadores modernaços, teclando energicamente num tablet e uma senhora, que escrevia primitivamente num caderno de apontamentos. E elas lá chegaram com os cafés, que bebemos tagarelando, a recordar os bons momentos recentes. Às tantas a F. precisou de abrir a sua mala e, no seu inglês tímido, afrancesado e hesitante, perguntou à senhora, apontando para o lugar vago entre as duas:
- Can I put this here?
- Pode. - respondeu ela sorrindo.
Eu e a cria explodimos numa risota e a F. só olhava para nós e para a senhora, alternadamente.
- O que foi? O que disse não estava bem? Como é que se diz?
Quando lhe explicámos que "pode" era a resposta ao seu pedido, mas dita em português, facto que ela ainda não tinha entendido, foi a vez dela se rir a bandeiras despregadas.
Querida F.!