terça-feira, 1 de abril de 2014

C'est pas possible!

Na sexta-feira, no estacionamento do Continente, bateram-me no carro. Nada de grave e foi mesmo quando eu estava a chegar com o carrinho das compras. Foi um emigrante, senhor já de alguma idade (oh, apercebi-me, agora, que me aproximo desta fase da vida a passos largos!Falarão de mim, assim, com esta benevolência daqui por 10, 15 anos?), que saiu de dentro de um Audi todo o terreno, de matrícula francesa. Ele só parou de bater no meu carro porque eu gritei, mas, levando as mãos à cabeça, insistia em dizer, andando em círculos e apalpando a riscadela no para-choques da minha viatura:
- Cést pas possible!
Claro que era "possible"! Estavam lá, os belos dos riscos!
E ele vá de fazer festinhas no seu Audi bombaça, acompanhadas de muitos "cést pas possible!". Até que rematou assim:
- Olhe que o seu carro, minha senhora, é mais rijo do que o meu!
Afinal, o "cést pas possible!" era a incredulidade perante este facto...

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